sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Momento Nostalgia

Certa vez um poeta, chamado Antonio Machado, escreveu:
"Caminhante, tuas pegadas são o caminho, nada mais. Caminhante, não há caminhos; faz-se o caminho ao andar”.

O tempo se encarregou de nos levar por esses caminhos. Hoje, mais um passo foi dado, mais uma parte da nossa história foi deixada para trás. Somos o resultado de tudo que já vivemos, experimentamos, aprendemos. Cada um de nós encarou e reagiu de uma maneira diferente a essa passagem do tempo. Tiramos nossas próprias lições, nossas próprias verdades, crescendo e aprendendo de acordo com o que fomos antes, agora, depois. Nenhum de nós é igual ao outro e, muito provavelmente, ao final de tudo, foi isso que formou a Alfa 3...

Estudamos juntos, aprendemos juntos, convivemos juntos, mas, ainda assim, nos mantivemos em nossas diferenças. E é bem verdade que nem sempre convivemos bem com elas; nem sempre fomos capazes de entender, aproximar. Não faltaram obstáculos a serem transpostos. Mas, com o tempo, aprendemos a conviver com aquilo que chamamos de diversidade. Isso nos modificou, fortificou e incentivou ao longo do caminho. Não poderíamos nos manter indiferentes, ou iguais ao que éramos no primeiro dia em que passamos pela porta do CETEC. Nunca mais seríamos os mesmos, nesse lugar onde tantas conversas foram compartilhadas e inúmeros sorrisos foram dados.

Não é possível esquecer, apagar as angustias nos dias de prova, as discussões que fizeram crescer, as tantas risadas e, principalmente, aquela certeza de não estar sozinho, de fazer parte de uma família, de poder contar com o outro. Um lugar, um convívio, que nos fez pessoas novas e quem sabe até, pessoas melhores.

Muitos laços de amizade foram criados - e que amizade - ganhamos mais que amigos ganhamos irmãos. Muitos deles que poderão durar pelo resto de nossas vidas, ou pelo menos, por parte dela. Porque daqui para frente, cada um vai construir, sozinho, uma nova história. Um caminho que ainda não está claro, que ainda não podemos reconhecer. Ele vai se construindo de nossas próprias pegadas, que, sendo únicas, vão deixando nossa própria marca na história do mundo. Um caminho que ninguém mais pode trilhar, onde só importam os desejos, os sonhos e os atos de cada um. Só nos resta prometer uns aos outros que faremos o melhor, lutaremos pelos nossos sonhos e seguiremos nossas verdades.

É Alfa 3.... Tá acabando gente.... Foram-se 3 anos, maravilhosos 3 anos. Agora só quero desejar que tenhamos sorte no caminho que nossos passos escolherem percorrer.
Obrigada por tudo.

Só porque já faz um ano e bateu a saudades.
Bons tempos que, infelizmente, não voltam mais.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Eclipse X Sol

Quando éramos crianças, aprendemos a afastar as trevas acendendo a luz. Às vezes, quando nossos pais não estavam em casa à noite, chegávamos a acender todas as luzes da casa. Essa eterna luta entre escuridão e luz é muito bem exemplificada no Mito da Caverna narrado por Platão. Essa é uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, em qualquer tempo, para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade.

Nós não podemos lutar contra um eclipse. Todos nós estamos condenados a um momento de trevas em nossas vidas. Nós estamos “acorrentados” a preceitos que julgamos ser os melhores desprezando, assim, qualquer outra idéia que vá contra nossos princípios. Por exemplo, capitalismo lutando contra o socialismo. Para os capitalista, o socialismo é a coisa mais errada do mundo e somente os princípios capitalistas estão certos. Já para os socialista é exatamente o contrário. Nenhum dos dois admite que esteja errado, pois não aceitam idéias novas, vivendo assim num mundo onde não há conhecimento, um mundo onde a escuridão predomina. Mas um eclipse não dura para sempre. Pouco a pouco nós vamos quebrando os elos da corrente que nos prendem a um ideal e assim o eclipse vai chegando ao seu fim.

Então o Sol aparece no céu, rasgando a escuridão. De repente tudo está pegando fogo; há brilho; há beleza. Fez-se a luz. As pessoas começam a perceber que estar “acorrentadas” a somente uma visão não é bom. Elas começam a enxergar novos horizontes, novos ideais. Um mundo onde a escuridão predominava, passa a ser um mundo iluminado pela razão. O Sol traz uma nova perspectiva de vida. Uma vida em que a luz predomina e que o conhecimento e a razão se fazem presentes. Depois que encontramos a luz, nunca mais queremos voltar para as trevas.

Quando éramos crianças e acendíamos a luz para afastar a escuridão, estávamos inconscientemente aprendendo que luz e trevas não podem conviver juntas. Não podemos evitar que um eclipse ocorra em nossas vidas, mas podemos lutar para que o Sol surja mais rápido. É a eterna luta de deixar a ignorância para encontrar o conhecimento.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sim.

"Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou."
Clarice Lispector

Sabe, eu sempre quis ter um blog, um lugar que eu poderia escrever textos ou crônicas tão interessantes como os que eu vejo por ai.* Porém, nunca me julguei com capacidade suficiente pra manter um diário virtual.

Mas sabe como são as coisas, às vezes nos da um momento de loucura e a gente faz aquilo que sempre quis mas que nunca teve coragem de fazer. Pois é, num desses momentos de loucura que eu resolvi criar o cycle-a-smile (totalmente baseado no CD da banda Within Reason).

Mas como todo momento de loucura, isso vai passar e logo vou perder a coragem de postar aqui. É quase como uma criança quando ganha um brinquedo novo. Brinca com ele por dias seguidos, mas depois de algum tempo deixa o brinquedo esquecido num canto.

Sim, eu sou a criança e o blog é meu brinquedo novo. Por quanto tempo eu vou brincar com ele até enjoar? Nem eu sei ao certo.

Mas né...

"Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos.
Sim."

* FF